quinta-feira, 30 de junho de 2011

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Amor mas.

Não sei porque me assusto - não é como se já não tivesse estado aqui antes. Mas reconheço os sinais - é a Hora.
És novo nisto. Revejo-me na tua dor repentina que varre no peito e que te faz chorar quando a noite te esconde sozinho no quarto. Admiro-te as palavras de positivismo que tens quando o assunto vem à baila, porque não podia ser mais negativa quando o assunto, pairando, é o que vai ser de nós agora. E é novo para ti - não sabes, mas esperas. Anseias, nas insónias que a lua não mata enquanto te corrói a ti. E uma parte de ti, por muito pequena, pequeníssima, ínfima parte de ti, meu bem, resiste. Resiste porque tem esperança. Ah, essa bastarda! Vais esperar, vais esperançar que dê certo. Negas-te que é com essa esperança mísera que rezas os teus dias. Abençoas os meus. E quando der certo - porque há essa hipótese, mesmo que infinitesimal, certo? - vais berras "EU SABIA!". Mas não sabes, então esperas. És novo nisto. Nisto do Amor.
Reconheço-te as fantasias de quando me dizes que vou casar sim, só não sei que o quero ainda. Admiro-te a ousadia de quando acrescentas "E vai ser comigo!". Sorris um orgulho ingénuo de quem anseia, esperançado, que haja a ínfima hipótese de eu querer ser tua o resto da vida. Para depois poderes gritar do altar: "EU SABIA!".

Mas és novo nisto e não sabes. Novo nas despedidas, novo no amo-te-mas-tenho-de-ir. E depois? Depois a lua não corrói, despreza-nos. Deixa-nos a apodrecer na cama escura, o quarto aos soluços, porque tem mais corações por onde se entreter a corroer esperanças em pó. E o mundo pára, porque teve-de-ir. Sabes para onde, mas de pouco te adianta. Queres correr o mundo e seguir-lhe rasto. Mas ele já partiu. Foi-se. Puf. E porque és novo nisto, digo-te: não tenhas esperanças. Porque o Amor tem-nas, mas vêm de mão dada com as despedidas. Ah, essas bastardas! Vão-te fazer chorar esses bonitos olhos fora e hão-de matar as leis por que se regem os meus. As leis que escrevemos, em cinzas. Porque o Amor tem-de-ir. Puf. E eu sinto-o. Assusto-me, porque reconheço os sinais - é a Hora, meu amor. E eu... eu sei-o.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dia da Criança.

Hoje brindemos às crianças. À pequenada, aos pernas-curtas. Aos quatro-olhinhos, às trancinhas e às corridas. Aos espertalhões e aos sempre-em-pé. Aos arranhões nos joelhos e aos rebuçados. Brindemos às gargalhadas e aos choros por dá-cá-aquela-palha. Brindemos à inocência e à ingenuidade, porque as crianças ainda não conheceram outra coisa. Ainda não tiveram tempo para nada, só para comer e correr e rir. Um brinde ao tempo que não tiveram e um brinde ao tempo que ainda vão ter! Um brinde à possibilidade que a infância traz consigo. A sensação de que se pode ser tudo, de engenheiro a astronauta, e de cabeleireira a presidente, porque ainda não se é muito. E é-se uma benção tão grande.. Um brinde de todos os géneros às crianças de todas as formas e um beijo de todas as formas às crianças de todos os géneros. Brindemos à esperança que elas representam, porque a trazem consigo no seu puro coração. E o coração ainda por maturar, o coração em bruto. Que sejam felizes, meus seres em miniatura, porque só assim serão eternamente bons.