sábado, 13 de novembro de 2010

Certa como a paisagem.

Se o vento aos teus ouvidos for sussurrar, que não mais preciso de ti, meu amor, tu não acredites no traiçoeiro vento, que o maldito nada mais consigo carrega senão fantasmas em assobios.







O meu amor por ti é uma montanha. E ainda está por contar a história de uma montanha que, por crer no vento, ruiu.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Bon Iver.

O Inverno foi o pão nosso de cada dia. As horas contigo escorriam gélidas como agonizantes ventos nórdicos. Nunca, ou muito raramente, os teus braços aqueceram os meus por vontade própria..
(Livre arbítrio, nunca o conheceste)
.. Eu puxava-os, como a uma manta. Eu puxava-te, como a um barco...
(Naufragamos meu amor, vê)
.. e tu resistias como uma maré, tempestade de mim. E eu a tremer de frio, eu estática por dentro. E as convulsões das tremuras que não vias em contraste mórbido com a apatia do peito morto. O coração em músculo lato. Tecido que uivou até à rouquidão e cede como cordas esticadas a um barco bravo..
(Carcaça, carcaça).

Esperei-te perto do farol. As estações passavam sem que as distinguisse. Afinal, o Inverno foi o pão nosso de cada dia. As horas sem ti, lânguidas, como água nos pulmões. A voz rouca, o uivo abatido como um lobo solitário e doente. Doente até aos ossos, enxaguado pela água fria. A nórdica água gélida. E o amor? O amor derrotado.
(O meu amor carcaça, enterrado na areia como se por fiel âncora.)

Em pulsos.

Perguntei ao sangue onde estava a minha inspiração. E o sangue levou-me até ti.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Fugi da gaiola.

Quero ser cortejada. Não como um pássaro, mas como uma mulher.