quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O que é, Joana?

São as pequenas coisas. A forma como teima em pegar-me ao colo ou as descuidadas vezes que o apanho a olhar-me quando estou a fazer qualquer coisa: a dançar, a pedir uma bebida ou a estacionar o carro dele minuciosamente. São as pequenas coisas - prefere o meu biquíni azul, o das bolinhas brancas, e faz questão de me segurar a porta enquanto espera que entre primeiro. Porque eu entro sempre em primeiro. Trago comigo um isqueiro e não fumo, porque uma vez o distraí da condução com a faísca de um e ficou-me com ele. Diz que queria uma coisa minha, mas mal ele sabia.. Desde então me lembro dele, nas descuidadas vezes que acendo o isqueiro que sempre trago - a faísca e o sorriso dele. São as pequenas vezes em que se chateia comigo e deliberadamente pronuncia mal o meu nome, demovendo-me: Oh Choana. São todas as vezes que, demovida, sorrio quando ele faz isso: Oh Chico.
São as pequenas coisas. O achar que é capaz de treinar o cão, que tem como a um filho, para me ladrar de cada vez que perguntar "a Joana não é bonita, Che?". São as pequenas coisas como saber que tem um labrador, chamado Che, como a um filho. E outro, o Bala, que é mais do tipo enteado. E é falar destas pequenas coisas, horas a fio. E passa-las com ele, também.
Sim, se me perguntarem o que é que mais gosto no Francisco é o que respondo: são as pequenas-capazes-de-me-abrir-o-coração coisas.

sábado, 18 de setembro de 2010

Quando estou contigo, não há clichês que me valham.